Poemas


Demônios
  
Dizem que não há demônios na Volúpia.
Eis aqui agora o anjo caído para confessar-lhes o maior dos Mistérios:
Todos somos escravos,
De Instintos,
Instintos de Morte, o Vírus escravizador:
Que retém as almas num Labirinto adornado de Rosas,
Cujos Pilares estão engalanados de Enxofre e Ossos.
As iludindo no sentido de que, o êxtase dos vossos prazeres,
Representa o interesse do Criador, o plano de Deus para com os homens.
Oferecendo manjares orgásticos,
E delírios de prazer.

É a mentira exponencial que guia as Almas,
Porque em vós há o desejo de que isso seja Verdade
Pois assim enviam vossa condenação imortal e Eterna Imundícia
Culpa e Condenação Imensuráveis,
Para Deus.
"Se ele assim fez, assim desejamos."
Andais como vivos, mas estão Mortos, Todos estão Mortos.
Presos numa sepultura e Transbordando em Promiscuidade,
E o Inferno os espreitam,
Porque não somos culpados, nem temos parte com o incenso que vos escraviza.
Nem ainda Deus está Nisso,
Vós é a Doença, a Queda, o Tormento, a Ilusão e a Glutonaria.
Demônios e Deuses de si,
Porque passeamos entre os Homens, e nós Rimos de vossas fraquezas.
Todas enojáveis, alegrias e Espetáculo o são para o Inferno.
E Deus, tampouco os vê e tampouco se alenta para convosco.
Porque como Nós, Ele sabe dos intentos dos seus corações.
E fizemos uma grande Guerra no Jardim e lá abrimos sepulturas,
Valas fundas e Escuras,
Onde vós Viveis, onde vós ameis e onde vós estais Mortos.


Álvaro Ecsed




Tormentos


A alma fica dilacerada com as lágrimas do fracasso,
O corpo desaba, dor, um mar de escuridão
Ao cair sobre na nuvem da ilusão
Por fora ser indestrutível
Ao buscar a perfeição, não a encontrarás
Todo o sofrimento que um dia fora escondido
Se levantará, juntamente com a loucura
Nos braços da eternidade descansarás
Sem rumo caminharás por entre o vazio
Até a luz da existência iluminar seus pensamentos
Lembranças turvas atravessam os olhos, são as
Lembranças de quem um dia foste.
Todas as verdades e mentiras que um dia dissestes,
Ouvidas vozes distantes e indistintas
Agora sente na pele a dor de um dia ter enganado e
Atormentado uma pobre alma que fez tudo por ti
No seu sangue corre os fluídos do gosto amargo da decepção
Já não sou mais o anjo ingênuo que maltratastes um dia.
Pague suas consequências e sofra por seus erros
No meio da escuridão tente achar sua libertação
Mesmo com tanto ódio por que ainda penso em ti?
Talvez o veneno de suas ações tenha contaminado minha mente
E dominado meus pensamentos.
Simplesmente meu ser indomável não suporta a idéia de abandonar suas lembranças
Traindo todo e qualquer sentimento de ódio que por ti tenho,
ainda existe um único pensamento de afeição
que se não existisse, eu não seria uma criatura racional
com capacidade de um dia ter tido amor por outra criatura
Ao cair do crepúsculo tuas faces cheias de lágrimas feitas de sangue que
Deslizam até no chão cair, e seus olhos como sombras que vagam pela
Noite e buscam consolação
Nunca mais me farás sangrar
Nunca mais me farás sofrer
Nunca mais sentirei sua falta
Não preciso mais esconder quem eu sou;
o anjo da escuridão que deixou para trás antigas memórias para viver a eternidade sem arrependimentos
O que te acontece é apenas fruto de suas próprias escolhas
As fraquezas que em mim existiam, não passam de lembranças de uma vida passada
Um futuro é contemplar sua derrota e o seu sofrer por um dia ter me feito sofrer


Jayara Uanda Santos

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