Resident Evil 6


A sensação da semana foi sem dúvida o primerio trailer de Resident Evil 6. A Capcom está preparando o que pode ser o mais explosivo e completo game da série e o vídeo não deixa barato: são três minutos de pura adrenalina, ação e explosões.
Mas todo o barulho serve para esconder um bocado de detalhezinhos que a Capcom costurou com afinco aqui e ali. 


BAM! Esta é a imagem que inaugura o vídeo: Leon Kennedy empunhando uma pistola 9mm (com mira laser, como veio a se tornar a marca registrada da série) contra a tela. Não estranhem a barba e o cabelo arrumado: Leon ainda está a serviço do presidente, mas quatro anos se passaram desde a última vez que o vimos em Resident Evil 4.
É 2008, e o incidente de Raccoon City completa seus 10 anos. Coincidentemente, o governo decide tornar públicas as informações a respeito da epidemia, e talvez ainda mais coincidentemente, um grupo terrorista decide estourar uma nova contaminação em território americano. E por falar nela…


Rapaz, esta nos traz boas lembranças! O ângulo de câmera, um zumbi fazendo sua vítima: esta cena é uma cópia exata do primeiro encontro com um morto-vivo em Resident Evil. Equipes passam algum tempo bolando esses trailers, e bem mais tempo arquitetando cutscenes, então se fossemos apostar, esse corte não está aí a toa. Talvez ele signifique que os terroristas iniciaram mais uma epidemia dos bons e velhos T e G-Virus, os elementos responsáveis pela transformação zumbi. Talvez seja, como ocorre durante todo o trailer, mais uma brincadeira da Capcom para atiçar nossa nostalgia. De qualquer maneira vale ressaltar que o tempo foi bom até com nossos amigos zumbis:


Comparações à parte, o take também mostra, ainda que de maneira breve, que o tal zumbi é o presidente em pessoa, mas não sabemos como a bombástica reviravolta influenciará o game. Por enquanto é importante incluir a participação  de Helena Harper, uma agente do governo americano com um baita complexo de culpa: algo a liga diretamente ao incidente terrorista, e tudo indica que isso vá tornar a relação entre ela e o mais estóico Leon algo bastante frágil.


Esta é um pouco mais cabeluda: o nome Adam aparece na tela por uma fração de segundos. O nome aparece aqui e ali pela série, geralmente na forma de alguma senha de computador ou parte de algum puzzle similar. É também o nome de um dos sobreviventes do conflito em Kijuju, a vila africana de Resident Evil 5, mas visto que sua participação não passou de uma campanha publicitária para o game (e visto que seu gosto por cervejas, blogs e Sheva Alomar não combinam muito com o clima deste RE) parece pouco provável que veremos esse bonachão por aí. Não excluimos a possibilidade que Adam seja o nome do terceiro protagonista do game, mas vamos por partes.
O jeito que a sombra encobre o nome também pode indicar ainda o retorno de outra personagem: Ada Wong, a agente solitária de Resident Evil 2 e Resident Evil 4. Sabemos que Ada terá uma aventura paralela à do jogo, liberada depois de terminá-lo, mas nada está oficializado.


Vamos deixar as similaridades deste corredor com algumas das salas da delegacia de Raccoon City de lado por um momento. O produtor Hiroyuki Kobayashi já anunciou que quer voltar a fazer um jogo tão assustador quanto os velhos Resident Evil, e momentos como esses são prova inquestionável que boa parte daquele investimento em 900 e tantos profissionais vai ser dirigido para criar corredores escuros e empoeirados e esquinas tenebrosas. Kobayashi quer se desligar do velho survival horror, mas isso não significa que seu time não esteja escondendo alguns truques visuais nas mangas para nos fazer dormir de luzes acessas.

 

Apesar de toda a comoção inicial, Leon passará bastante tempo em Tall Oaks, e aí se esconde um detalhezinho interessante. Tall Oaks é uma cidadezinha interiorana americana possivelmente do mesmo tamanho de Raccoon City (o vídeo sugere que estejamos falando de 77 mil habitantes, muitos deles infectados). As ruas repletas de carros incendiados e aquele velho corredor são maneira de dizer que Leon está de novo enfrentando um incidente muito parecido com Resident Evil 2, algo que o próprio personagem cita no trailer.

 

Mas ninguém se lembra de haver zumbis saltitantes em RE2!
Mobilidade tem sido palavra de ordem nos mais recentes jogos da série, e aparentemente até os zumbis mais cabeça ocas são capazes de interceptar o jogador de maneiras mais inusitadas. Aqui um zumbi consegue se agarrar em Leon depois de saltar de uma distância segura em direção ao personagem, mas podemos esperar mais algumas táticas sujas por parte dos comedores de cérebro. Afinal, zumbis lentos são coisa do passado!
Já que estamos no assunto, Resident Evil 6 voltará a adotar a visão por cima do ombro de RE4 e RE5 e, se você notar, verá que o personagem se movimenta mesmo com a arma em posição de disparo, algo inédito para a série. Espere também alguns truques novos para manter os zumbis afastados – incluindo um belo e devastador chute!


O trailer nos leva para o outro lado do mundo, acompanhando um voo sobre uma megalópole no coração super populoso da China. Aqui encontramos a primeira aparição de Chris Redfield, e é um alívio vê-lo um pouco menos bad boy musculoso de RE5 e mais como um profissional militar durão. Chris ainda faz parte da força paramilitar B.S.A.A., órgão criado para suprimir terrorismo biológico em escala global, e esta na Ásia para impedir o que pode ser a maior contaminação da história.


Bem, é meio complicado manter-se discreto quando se salta de um helicóptero em uma mega cidade oriental, não é? Essas cenas mostram mais um eixo sobre qual o diretor Eiichiro Sasaki e equipe estão trabalhando. Resident Evil 6 será mais assustador, mas também nos dará um mundo no qual vale a pena mergulhar, em que nem todo momento é povoado por ação ou pela caça de mais uma caixinha de balas de handgun.
É isso que Kobayashi quis dizer quando falou a respeito de criar um novo gênero, o dramatic horror: trazer à tona um pouco mais do contexto por trás de toda a ação do game. É esperar pra ver se isso vai dar certo!


O trailer corta para mais algumas cenas de ação depois do passeio admiravelmente civil de Chris e sua unidade. E aqui aparece o primeiro novo inimigo: este rapaz aí em cima é o Javo, um novo tipo de mutação capaz de regenerar – e que tem algumas similaridades com a transformação que o vilão William Birkin sofre em RE2.
A introdução de vilões capazes de se regenerar não é lá muita novidade, mas tê-los como inimigos padrões vai provar um desafio para jogadores conscientes de seu inventário: afinal, quantas balas esses rapazes irão aguentar em seus futuramente delineados pontos fracos antes de comerem poeira?


Cidades devem ser salvas e portas devem ser arrombadas, então nada melhor do que contar com alguns amigos pra ajudar na hora do trabalho sujo. Eiichiro Sasaki foi responsável pela série Resident Evil: Outbreak, o primeiro jogo da franquia a adotar um componente multijogador, então a direção voltada ao co-op é meio que um retorno ao elemento para o diretor.
A perceber pelos personagens, Chris contará com um novo soldado – Beards Nevence – como parceiro, e os outros dois, escondidos por máscaras, talvez não sejam nada além de alvos para as hordas infectadas. Se você sente falta da isolação dos outros RE, bem, o sexto capítulo não irá lhe fazer favores.

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Finalmente os bioterroristas descobriram que uma submetralhadora é uma arma bem mais funcional do que um cadáver recém-reerguido! Resident Evil 6 será o primeiro jogo a trazer inimigos humanos não-infectados como oponentes, e isso certamente trará outro tom à história.
A Capcom experimentou com a ideia de tiroteios em RE5, mas não tem como negar: a ideia de zumbis manejadores de AK-47 é algo meio bobo, e todas as cenas pareciam forçadas e engessadas, ainda mais se comparadas a jogos muito mais ágeis e orgânicos quanto Gears of War.


O trailer deixa a China para apresentar o terceiro protagonista do jogo. A Capcom ainda está reservada a respeito da identidade do estreante, o que faz nosso sentido-aranha disparar: se eles foram ágeis em dar o nome da parceira de Leon, por que deixar o nome deste novo personagem de lado?
Supomos que o personagem possa ser o Adam que o trailer apontou anteriormente, mas não excluimos uma possibilidade ainda mais surpreendente: que o nome deste homem seja Hunk. Sim, o Mr.Death, o Quarto Sobrevivente em carne-e-osso. Se você prestar atenção, vai ouví-lo citar que seu trabalho anterior era ser mercenário, e seu amor por um bom lucro sugere que o tal novato não é exatamente parte do time dos bonzinhos. Isso sem nem dizer que ele é a cara do Hunk do epílogo de Resident Evil 3.


E olha quem está de volta! Hunk ou não, o novato parece estar muito bem acompanhado por ninguém mais ninguém menos que Ashley Graham, a amável (e um tanto carente) filha do presidente americano, que Leon resgatou em RE4. Em algum ponto destes quatro anos, a jovem parece ter colocado algumas rédeas em sua vida e partido para o olho do furacão.
Ashley terá um trabalho e tanto em mãos. Além de tentar sobreviver ao caos mundial, a garota deverá garantir que seu parceiro também se safe. O ex-mercenário parece ter algo em seu sangue capaz de anular o efeito dos vírus, e o garotão não está disposto a entregá-lo de mão beijada a ninguém.

 

Toda a cena se passa em um ambiente gélido, mas esta não é a primeira vez que Resident Evil explora temperaturas abaixo de zero. Code Veronica já o fez. E por falar no título, o monstro que persegue Ashley e “Hunk” traz uma semelhança considerável ao BOW Nosferatudo título de PS2. Ele certamente é bem diferente dos Javos que vimos no restante do trailer, e promete ser um dos mais implacáveis chefes do jogo.
O monstro também traz à lembrança uma das ideias descartadas pelo time de Resident Evil 5 durante o projeto do jogo. Originalmente, Wesker estava pesquisando, além do Uroboros, uma maneira de criar Tyrants melhores através de implantes mecânicos. Nas cenas finais deRE5, o plano original é que uma destas monstrosidades fosse quem mataria Excella, a braço direito de Wesker.


Olha só esse brinquedinho! Uma granada que lança seringas em um raio de 360° que parece contaminar qualquer coisa ao seu redor. Nós adoramos todos os one-hit kills da série – o lagartão Hunter capazes de arrancar sua cabeça com uma patada, Dr. Salvador e sua motosserra – e esse aparelhinho tem tudo para ser mais um dos terrores dos gamers.
Ainda não se sabe se uma granada destas terá efeito instantâneo ou só será mais poderosa, mas ter uma tensão a mais no jogo e o risco de ser ativamente contaminado por um dos icônicos vírus da série é algo bem interessante. Vale lembrar até mesmo que Sasaki já brincou com o conceito em Outbreak: jogadores podiam ser contaminados por zumbis e transformarem-se em mortos-vivos.


Se a gente tivesse que levar apenas dois segundos deste trailer para uma ilha deserta, certamente seria esta cena! Em um momento tão rápido a Capcom introduz duas novidades bombásticas: Resident Evil 6 terá um sistema sofisticado de cobertura, o que siginifica que você terá um bocado de coisas para atirar e que estarão mais do que felizes em atirar de volta.
A segunda novidade é que terão inimigos capazes de neutralizar completamente suas proteções. Na cena, um Javo arranca um soldado violentamente de detrás da barricada, e isso diz muito sobre o ritmo do jogo: Resident Evil 6 tem tudo para ser bem mais veloz que RE5. E sabe que isso não parece uma má ideia?

 


Sem poder contar com posições 100% seguras, é bom saber que a mobilidade que o jogador terá a disposição é anos-luz mais ágil e sofisticada do que o padrão RE. Aqui Chris salta para evitar o tentáculo de um Javo e já prepara um contra-ataque quase que imediatamente. Mostra pra eles, Chris!


Ainda não sabemos muito a respeito do arsenal, e, mais importante, quanta munição estará disponível para o jogador. Racionamento não parece ser a palavra-chave desde RE, mas por outro lado, é bom saber que no momento em que nossos pentes estiverem vazios, será sempre possível improvisar.

Leon demonstra suas capacidades de raciocínio rápido enfiando um machadinho de bombeiro direto no crânio de um zumbi. A cena nos lembra os itens de defesa inaugurados no remake deResident Evil do GameCube. Nele era possível evitar o dano de um ataque com o gasto de uma série de itens: Chris podia enfiar uma adaga na cabeça de um morto-vivo ou uma granada goela abaixo do zumbi, por exemplo.

 

Tragam um curativo e umas compressas! Alguém se fere gravemente no trailer, e a vítima parece ser a Ashley, o que pode indicar que a personagem passe por momentos bem tensos no decorrer de RE6. A Capcom não mediu esforços em arquitetar alguns dos momentos mais explosivos que já vimos em toda a série, e matar uma personagem central não seria algo assim tão fora de tom para a sequência. Ainda é um palpite, mas parece que a jornada de todos estes novos personagens não será moleza.

 

Aí vai uma curiosidade: com tantos personagens com carinha de menino na série RE, sabe porque o Chris de RE5 tem a barba por fazer e os cabelos bagunçados? A resposta é que a Capcom queria deixar claro que ele era um cara complicado. O time decidiu que esta é a melhor maneira de dizer que o personagem tem alguns esqueletos no armário e não está exatamente em paz com o que faz (leia-se: estourar cabeças de inúmeras vítimas de vírus zumbi).
Originalmente, quando RE5 ainda não tinha um componente co-op, os dilemas morais de Chris teriam um foco muito maior. Até mesmo alucinações eram parte do jogo! Em RE6, Chris está stressado e nervoso, jurando vingança a um vilão que ainda não conhecemos. Quais serão os efeitos emocionais disso no personagem? Note que no take apenas Chris parece sofrer, enquanto o outro soldado observa confuso. Seria esta uma nova arma biológica? Ou algo pior?


Conseguiu descobrir algo que não notamos? Quer dividir alguma teoria sua a respeito da sequência? Se sinta convidado a dividir conosco nos comentários! Ah, e fique de olhos abertos: a Capcom certamente vai anunciar mais novidades conforme o jogo aproxima de seu lançamento em novembro.


Créditos á equipe do TechTudo

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